sábado, 22 de março de 2008

Progresso do regresso

Quantos sonhos estarão acabados?
Quantas lágrimas serão derramadas?
Pouco tempo durará o que nos resta?
Vejo apenas o progresso do regresso

Nossa vida não é festa nem prisão
Nossa historia mostra nossos erros
Mas os repetimos por negá-la
E nos comprometemos geração em geração

Equívocos sucessivos e intencionais
Promovem sempre o fim da paz
Sangue cristalino cai dos nossos olhos
Vendo crianças e jovens sendo mortos

Africanos, americanos, judeus e palestinos
Sofrimento, crueldade e abusos contínuos
Definitivamente este não é o meu mundo
Estou apenas em mais um sono profundo

sexta-feira, 21 de março de 2008

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A confusão de quem não sabe o que é
Que sabendo o que não quer
Tenta escrever o que der e vier

quinta-feira, 20 de março de 2008

O poeta

Não sei o nome do autor...

"A vida do poeta tem um ritmo diferente
É um contínuo de dor angustiante.
O poeta é o destinado do sofrimento
Do sofrimento que lhe clareia a visão de beleza
E a sua alma é uma parcela do infinito distante
O infinito que ninguém sonda e ninguém compreende.
Ele é o eterno errante dos caminhos
Que vai, pisando a terra e olhando o céu
Preso pelos extremos intangíveis
Clareando como um raio de sol a paisagem da vida.
O poeta tem o coração claro das aves
E a sensibilidade das crianças.O poeta chora.
Chora de manso, com lágrimas doces, com lágrimas tristes
Olhando o espaço imenso da sua alma.
O poeta sorri.Sorri à vida e à beleza e à amizade
Sorri com a sua mocidade a todas as mulheres que passam.
O poeta é bom.Ele ama as mulheres castas e as mulheres impuras
Sua alma as compreende na luz e na lama
Ele é cheio de amor para as coisas da vida
E é cheio de respeito para as coisas da morte.
O poeta não teme a morte.Seu espírito penetra a sua visão silenciosa
E a sua alma de artista possui-a cheia de um novo mistério.
A sua poesia é a razão da sua existência
Ela o faz puro e grande e nobre
E o consola da dor e o consola da angústia."